Sonetos de Amor ∞
Gustavo Meira, paulista, 16 anos. Gosta de livros, filmes, séries, dias frios, html, design, fotografia e música. É produtor e editor de vídeos e fotos, trabalhando atualmente em ambos.
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Eu poderia imaginá-lo. Eu poderia me lembrar dele. Mas não poderia vê-lo de novo, e me ocorreu que a ambição voraz dos seres humanos nunca é saciada quando os sonhos são realizados, porque há sempre a sensação de que tudo poderia ter sido feito melhor e ser feito outra vez.

 Culpa é das Estrelas.  


Esse é o nosso mundo, onde o demais nunca é o bastante e a primeira vez é sempre a última chance.

Legião Urbana 


O que mais o céu guarda além das estrelas?

Orquestrando.


Ah, meu amor. Eu estou em uma fase ruim. Não me sinto importante e não estou fazendo questão de permanecer aqui. Sinto falta do meu passado que na época parecia ruim, mas que hoje parece bem bonito. Eu perdi muita coisa que não tenho como recuperar, e estou congelada por dentro. Eu não sinto mais nada e o mundo não passa de um grande “tanto faz”. Eu só sinto falta da minha família que está longe, mas de resto a companhia de qualquer outra pessoa por muito tempo me tira do sério. Eu já estive assim antes, não é um bom lugar para se estar, mas eu nunca antes gostei tanto de estar assim. E isso é o que me preocupa: estou pegando gosto pela solidão. E não quero sair daqui.

Casebre.  


Olho para trás e vejo aquela menina que queria entender tudo, com medo de que não coubesse tamanha quantidade de informação dentro de si. Coube e ainda cabe. E quanto mais entra, mais sobra espaço para a dúvida. Compreendo hoje que nunca entenderei a morte, os sonhos, a sensação de dejá-vu e as premonições. Nunca entenderei por que temos empatia com uma pessoa e nenhuma com outra. Não entendo como o mar não cansa, nem o sol. Não compreendo a maldade, ainda que a bondade excessiva também me bote medo.

Martha Medeiros.   


Se faço estas análises de um modo lasso e casual, não é senão porque assim retrato mais o que sou. De uma análise propriamente profunda não só sou incapaz, mas sou também artista de mais para a pensar em fazer; pensar em faze-la seria pensar em dar de mim a ideia de que sou uma criatura disciplinada e coerente, quando o que sou é um analisador disperso e subtilmente desconcentrado. A minha arte é ser eu. Eu sou muitos. Mas, com o ser muitos, sou muitos em fluidez e imprecisão. Muitos crêem coisas falsas ou incompletas de mim; e eu, falando com eles, faço tudo por deixa-los continuar nessa crença. Perante um que me julgue um mero crítico, eu só falo crítica. A princípio fazia isto espontaneamente. Depois decidi que isto era porque, no meu perpétuo anseio de não levantar atritos.

Fernando Pessoa.


A literatura é a maneira mais agradável de ignorar a vida.

Fernando Pessoa.

THEME RENATO-07-12